Total de visualizações de página

Mostrando postagens com marcador Mitologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mitologia. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Perséfone

Março de 2010



Na mitologia grega, Perséfone ou Coré corresponde à deusa romana Proserpina ou Cora. Era filha de Zeus e da deusa Deméter, da agricultura, tendo nascido antes do casamento de seu pai com Hera. Quando os sinais de sua grande beleza e feminilidade começaram a brilhar, em sua adolescência, chamou a atenção do deus Hades que a pediu em casamento. Zeus, sem sequer consultar Deméter, aquiesceu ao pedido de seu irmão. Hades, impaciente, emergiu da terra e raptou-a levando-a para seus domínios (o mundo subterrâneo), desposando-a e fazendo dela sua rainha. Sua mãe, ficando inconsolável, acabou por se descuidar de suas tarefas: as terras tornaram-se estéreis e houve escassez de alimentos, e Perséfone recusou-se a ingerir qualquer alimento e começou a definhar. Deméter, junto com Hermes, foram buscá-la ao mundo dos mortos (ou segundo outras fontes, Zeus ordenou que Hades devolvesse a sua filha). Como entretanto Perséfone tinha comido algo (uma semente de romã) concluiu-se que não tinha rejeitado inteiramente Hades. Assim, estabeleceu-se um acordo, ela passaria quatro meses junto a seus pais, quando seria Coré, a eterna adolescente, e o restante com Hades, quando se tornaria a sombria Perséfone. Este mito justifica o ciclo anual das colheitas. Perséfone é normalmente descrita como uma mulher de cabelos claros, possuidora de uma beleza estonteante, pela qual muitos homens se apaixonaram, entre eles, Pírio e Adônis. Foi por causa deste último que Perséfone se tornou rival de Afrodite, pois ambas disputavam o amor do jovem, mas também outro motivo era porque Afrodite tinha inveja da beleza de Perséfone. Embora Adônis fosse seu amante, o amor que Perséfone sentia por Hades era bem maior. Os dois tinham uma relação calma e amorosa. As brigas eram raras, com exceção de quando Hades se sentiu atraído por uma ninfa chamada Menthe, e Perséfone, tomada de ciúmes, transformou a ninfa numa planta, destinada a vegetar nas entradas das cavernas, ou, em outra versão, na porta de entrada do reino dos mortos. Entre muitos rituais atribuídos à entidade, cita-se que ninguém poderia morrer sem que a rainha do mundo dos mortos lhe cortasse o fio de cabelo que o ligava à vida. O culto de Perséfone foi muito desenvolvido na Sisília, ela presidia aos funerais. Os amigos ou parentes do morto cortavam os cabelos e os jogavam numa fogueira em honra à deusa infernal. A ela, eram imolados cães, e os gregos acreditavam que Perséfone fazia reencontrar objetos perdidos. Conta-se, ainda, que Zeus, o pai da Perséfone, teve amor com a própria filha, sob a forma de uma serpente. Apesar de Perséfone ter vários irmãos por parte de seu pai Zeus, tais como Ares, Hermes, Dionísio, Atena, Hebe, Apolo, entre outros, por parte de sua mãe Deméter, tinha um irmão, Pluto, um deus secundário que presidia às riquezas. É um deus pouco conhecido, e muito confundido como Plutão, o deus romano que corresponde a Hades. Tinha também como irmã, filha de sua mãe, uma deusa chamada Despina, que foi abandonada pela mãe de ambas ao nascer. Por isso ela tinha inveja da deusa do mundo dos mortos, até porque Demeter se excedia em atenções para a rainha. Em resposta, a filha rejeitada destruia tudo que Perséfone e sua mãe amavam, o que resultaria no inverno. Preciosas informações retiradas de antigos textos gregos, citam que Perséfone teve um filho e uma filha com Zeus: Sabázio e Melinoe era de uma habilidade notável, e foi quem coseu Baco na coxa de seu pai. Com Heracles, teve Zagreus. A rainha é representada ao lado de seu esposo, num trono de ébano, segurando um facho com fumos negros. A papoula foi-lhe dedicada por ter servido de lenitivo à sua mãe na ocasião de seu rapto. O narciso também lhe é dedicado, pois estava colhendo esta flor quando foi surpreendida e raptada por Hades. Perséfone, com Hades, é mãe de Macária, deusa de boa morte.

Fonte: wikipidia.

Pandora

Março de 2010

*Imagem: Pandore, par Jules Joseph Lefebvre, 1882, collection privée.

Quis saber e me aprofundar um pouco mais sobre a mitologia de Pandora. Lembro-me de ter ouvido essa história há tempos atrás, provavelmente sentada numa mesa de bar, rodeada por amigos e amigas na Serra do Estado do Rio. Porém, não conhecia seus detalhes, suas minúcias e seus encantos. Me encantei!!! Mais uma bela história postada aqui para que eu me lembre sempre.

Na mitologia grega, Pandora (do grego: Πανδώρα, "a que tudo dá", "a que possui tudo") foi a primeira mulher, criada por Zeus como punição aos homens pela ousadia do titã Prometeu em roubar aos céus o segredo do fogo.

Origem
Foi a primeira mulher que existiu, criada por Hefesto e Atena, auxiliados por todos os deuses e sob as ordens de Zeus. Cada um lhe deu uma qualidade. Recebeu de um a graça, de outro a beleza, de outros a persuasão, a inteligência, a paciência, a meiguice, a habilidade na dança e nos trabalhos manuais. Hermes, porém pôs no seu coração a traição e a mentira. Feita à semelhança das deusas imortais, destinou-a Zeus à espécie humana, como punição por terem os homens recebido de Prometeu o fogo divino. Foi enviada a Epimeteu, a quem Prometeu recomendara que não recebesse nenhum presente dos deuses. Vendo-lhe a radiante beleza, Epimeteu esqueceu quanto lhe fora dito pelo irmão e a tomou como esposa. Ora, tinha Epimeteu em seu poder uma caixa que outrora lhe haviam dado os deuses, que continha todos os males. Avisou a mulher que não a abrisse. Pandora não resistiu à curiosidade. Abriu-a e os bens escaparam. Por mais depressa que providenciasse fechá-la, somente conservou um único bem, a esperança. E dali em diante, foram os homens afligidos por todos os males.

Interpretação Pode-se perguntar quanto ao sentido desta lenda: por que uma caixa, ou jarra, contendo todos os males da humanidade conteria também a Esperança? Na Ilíada, Homero conta que, na mansão de Zeus, haveria duas jarras, uma que guardaria os bens, outra os males. A Teogonia de Hesídio não as menciona, contentando-se em dizer que sem a mulher, a vida do homem não é viável, e com ela, mais segura. Hesíodo descreve Pandora como um "mal belo" (καλὸν κακὸν/kalòn kakòn).

O nome "Pandora" possui vários significados: panta dôra, a que possui todos os dons, ou pantôn dôra, a que é o dom de todos (dos deuses). A razão da presença da Esperança com os males deve ser procurada através de uma tradução mais acurada do texto grego. A palavra em grego é ἐλπίς/elpís, que é definida como a espera de alguma coisa; pode ser traduzida como esperança, mas essa tradução seguramente é arbitrária. Uma tradução melhor poderia ser "antecipação", ou até o temor irracional. Graças ao fechamento por Pandora da jarra no momento certo, os homens sofreriam somente dos males, mas não o conhecimento antecipado deles, o que provavelmente seria pior. Eles não viveriam o temor perpétuo dos males por vir, tornando suas vidas possíveis. Prometeu se felicita assim de ter livrado os homens da obsessão com a própria morte. Uma outra interpretação ainda sugere que este último mal é o de conhecer a hora de sua própria morte e a depressão que se seguiria por faltar a esperança.

Um outro símbolo está inserido neste mito. A jarra (pithos) nada mais é que uma simples ânfora: um vaso muito grande, que serve para guardar grãos. Este vaso só fica cheio através do esforço, do trabalho no campo, seu conteúdo então simboliza a condição humana. Por conseqüência, será a mulher que a abrirá e a servirá, para alimentar a família.

Uma aproximação deste mito pode ser feita com a Queda de Adão e Eva, relatada no livro do Gênesis. Em ambos os mitos é a mulher, previamente avisada (por Adão, na Bíblia, ou, aqui, por Prometeu e por Zeus), que comete um erro irremediável (comendo o fruto proibido, na Bíblia, ou, aqui, abrindo a caixa, ou jarra, de Pandora), condenando assim a humanidade a uma vida repleta de males e sofrimentos. Todavia, a versão bíblica pode ser interpretada como mais indulgente com a mulher, que é levada ao erro pela serpente, mas que divide a culpa com o homem.

A mentalidade politeísta vê Pandora como a que deu ao homem a possibilidade de se aperfeiçoar através das provas e da adversidade (o que os monoteístas chamam de males). Ela lhe dá assim a força de enfrentar estas provas com a Esperança. Na filosofia pagã, Pandora não é a fonte do mal; ela é a fonte da força, da dignidade e da beleza, portanto, sem adversidade o ser humano não poderia melhorar.

A Roda da Fortuna - Tarô mitológico

Fevereiro de 2010

Hoje eu acordei pensando nessa carta do Tarot. Exatamente essa, que possou e jogo de tempos em tempos. Sabe aquela sensação que temos que a nossa vida sobe e desce? Pois é... É exatamente isso que essa carta significa. E a mitologia das moiras, sempre fiando o destino das pessoas e do mundo, é fascinante. Segua a baixo a explicação retirada do livro Tarot Mitológico.

Significado

A carta número XI do Tarot Mitológico trás as Moiras, as Três Senhoras do Destino. A imagem mostra três mulheres dentro de uma gruta sombria. A primeira à direita, é jovem e bonita e tece o fio em uma roca dourada. A segunda, sentada à esquerda, é mais madura e sua função parece ser a de medir o fio que a primeira fiou. A terceira, bem mais velha, tem nas mãos uma tesoura grande. No centro da carta, entre as três figuras, uma roda dourada, na qual vêem-se quatro figuras humanas em diferentes posições. Pela abertura da gruta vê-se também uma linda pradaria verdejante.

Na mitologia grega, as Moiras tinham como função acompanhar a construção das vidas humanas e seu fim. A primeira, Clotó, a fiadeira, tecia a história de cada vida, como um fio. A segunda mulher, Láquesis, a medidora, media o fio, para averiguar se era chegada a hora de Átropos, a cortadora, usar a tesoura que carrega para determinar o término da existência de cada ser. Eram elas que determinavam o destino, sendo detentoras do poder de vida e morte sobre cada um de nós.

Na figura do tarot, a gruta sugere o útero que gera a vida assim como a tumba ao fim do caminho. As Três teciam o Fio da Vida dos homens na Escuridão de sua gruta e seu trabalho não poderia ser desfeito por nenhum outro Deus ou Deusa, nem por Zeus. A lei que rege a construção e destruição da vida é a mesma lei desconhecida e invisível que determina as súbitas mudanças e que, por sua vez, altera os padrões preestabelecidos.

As quatro figuras humanas agarradas à Roda representam os vários estágios do destino, mostrando que se em um momento estamos sobre a roda, em outro fatalmente estaremos em alguma das outras posições. É o ciclo interminável de mudanças. Nada dura para sempre, o mundo é um constante movimento e nós, seres viventes, temos que nos adaptar a cada estágio que se apresenta, aprendendo e crescendo espiritualmente.

A Roda da Fortuna possui um centro imutável, significando que, apesar do movimento, existe um ponto de apoio para todos nós, que pode significar a família, os amigos, os valores, o próprio eu pessoal bem construído, que vai nos ajudar a nos adaptarmos às diversas fases pelas quais fatalmente passaremos. A carta da Roda da Fortuna não significa simplesmente as mudanças bruscas da vida, seja por acaso, sorte ou acidente. Por trás da Roda sempre estão as Moiras, que planejam ordenadamente todas as mudanças da vida, ainda que atribuamos tudo ao acaso. A virada da Roda sempre traz o crescimento e inaugura uma nova fase da vida. Não podemos saber o que nos espera, ou melhor, o que encontraremos. Entretanto, por trás das mudanças estão as Moiras, a imagem do centro interno.

Quando a carta da Roda da Fortuna surge, é o momento de se deparar com o nosso próprio destino, aquilo que não depende de nós. Esse arcano tem uma influência exterior. Em uma interpretação, quando ele aparece em uma tiragem significa que a pessoa não tem mais controle sobre a situação e deve aprender a daptar-se a ela e crescer. O objetivo final de todo processo é o aprendizado. Essa mudança, portanto pode ser boa ou ruim, de qualquer forma é sempre uma virada, que nos traz crescimento e dá início a uma nova fase de vida.

Se o Universo traz algo à sua vida é por merecimento. Se algo é tirado de você, é para que você aprenda com isso. Mas não devemos encarar nenhum evento como positivo ou negativo. Para tudo existe uma razão e um propósito. Por vezes, eventos que consideramos negativos se revelam catalizadores de felicidade e sucesso pouco depois. É o plano maior que não conseguimos, muitas vezes, perceber. Tudo tem que se renovar. A vida é feita de renovações.

A Roda da Fortuna gira tanto pra cima, como para baixo. Isso nos mostra que nenhuma situação permanece intacta, por mais densa e obscura que ela possa aparecer. Em algum momento, a roda vai girar, desencadeando processos no universo e as coisas vão acontecer.

Vampiros

Postagem de outubro de 2009


Essa foto aí ao lado diz muito sobre o que penso a respeito de toda essa onde de vampiros. Gosto deles, gosto das lendas, gosto de como se portam. Mas aí veio uma escritora se dizendo entendida, ou não, do tema e estragou tudo. Perdeu-se a mística, o suspense, o medo. E tudo que ficou foi um personagem que não sabe nem o que é. Eu cresci com filmes bons sobre o tema. Entre eles, Entrevista com Vampiro e Drácula de BS. Tudo bem, esse último não tem muito haver com o livro, mas eu, Pandora, acho bem mais interessante que o livro. Ele explica mais a história e coloca o Drácula muito mais ativo. Agora muitos irão me crucificar! Não ligo, prefiro dizer o que penso. Quanto ao Eric aí, esse sim pode ser considerado um ser vampírico. No meio de tanto modismo, apareceu algo para salvar essa juventude!!! Tem atitude, postura e não tem piedade. Uma grande fonte de inspiração para quem escreve. Espero que apareça mais personagens assim no mundo para que continue a me fazer pensar (eu adoro pensar, rsrsrs). Mas pensar em que? Em tudo, mas principalmente, no que eu sou, no que eu quero, no que é o bem e o mal...... Em fim, pensar. Sei que muitos não são chegados a isso e até exalam um cheiro não muito agradável quando tentam, mas essa é a realidade desse país. O que é uma pena.