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quinta-feira, 6 de maio de 2010

A história do Rock and Roll

Março de 2010


Hoje eu estava assistindo televisão, passando pelos canais por assinatura e peguei o final do filme do Jimi Hendrix. Logo me lembrei das músicas, do ritmo, do meu gosto e estilo musical. Ao fazer uma breve busca na internet, me deparei com uma história longa e cheia de liberdade. Posto aqui uma breve e sucinta parte dessa hitória. Outro dia, ou noite, eu posto um pouco mais sobre a história desse ritmo musical que mudou a história do mundo e, de uma forma ou de outra, a minha própria.

A história
As origens do rock and roll remontam ao final dos anos 1940 e início dos anos 1950, nos subúrbios dos Estados Unidos, através de uma combinação de diversos gêneros musicais (predominantemente afro-americanos) populares naquele momento. Estes incluíram o gospel norte-americano, a folk music e o blues - em especial as formas elétricas desenvolvidas em Menphis, Chicago, Nova Orleans, Texas, Califónia e outros lugares - à base de um boogie woogie tocado no piano e um jump blues que foram se tornando conhecidos coletivamente como rhythm and blues. Também neste caldeirão, adicionaram-se influências de country music e jazz.

No entanto, elementos de rock and roll podem ser ouvidos em gravações country da décacad de 1930 e blues dos anos 1920. Durante aquele período muitos brancos norte-americanos experimentaram o jazz e o blues afro-americanos. Freqüentemente, a música "negra" era relegada a condição de produto musical racial (código da indústria fonográfica para estações de rádio de rhythm and blues) e raramente era ouvida pela corrente majoritária branca. Poucos músicos negros de rhythm and blues, notadamente Louis Jordan, The Mills Brothers e The Ink Spots, alcançaram algum sucesso, embora em alguns casos (como o da canção 'Choo Choo Ch'Boogie', de Jordan), este êxito tenha sido alcançado com canções escritas por compositores brancos.

O gênero Western Swing da década de 1930, geralmente tocado por músicos brancos, também seduziu fortemente o blues e diretamente influenciou o rockabillity e o rock and roll, como pode ser ouvido, por exemplo, na canção Jailhause Rock, de Elvis Presley, de 1957.

Voltando ainda mais longe, o rock and roll pode traçar uma linhagem para o velho distrito Five Points, em Manhattan, em meados do século XIX, cenário da primeira fusão pesadamente rítmica de danças africanas com a melodia de gêneros europeus, especialmente de origem irlandeses.

Em 1956 no filme Rock, Rock, Rock, Alan Freed interpreta a si mesmo, diz ao público que "Rock and roll é um rio musical que tem absorvido muitos riachos: rhythm and blues, jazz, ragtime, canções de cowboy, canções country e música folk. Todos contribuíram para o big beat."

Antes do rock and roll, a música era categorizada por raça, nacionalidade, localização, estilo, instrumentação, técnicas vocais, e mesmo de religião. No entanto, com a imensa popularidade e sucesso comercial de Elvis Presley em 1956, Rock and roll se tornou um objeto angular da indústria da música na América. Nunca mais a música foi definida e categorizada desta forma. Pelo contrário, tornou-se inclusive de quase todos os tipos de música que tinha ganhado uma certa quantia de popularidade.

Tensões raciais
O rock and roll surgiu em uma época em que as tensões raciais nos Estados Unidos estavam próximos de vir à tona. Os negros norte-americanos protestavam contra a segregação de escolas e instalações públicas. A doutrina racista "separete but equal" foi nominalmente derrubada pela Suprema Corte em 1954, mas a difícil tarefa de fazer respeitar a decisão estava por vir. Este novo gênero musical combinando elementos das músicas branca e negra inevitavelmente provocou fortes reações.

Depois do "The Moondog Coronation Ball", as gravadoras logo compreenderam que havia mercado formado pelo público branco para a música negra que estava para além das fronteiras estilísticas do rhythm and blues. Mesmo o preconceito considerável e as barreiras raciais não podiam barrar as forças do mercado. O rock and roll tornou-se um sucesso de um dia para outro nos EUA, fazendo ondulações do outro lado do Oceano Atlântico e, talvez, culminando em 1964 com a "Invasão Britânica".

Os efeitos sociais do rock and roll foram massivos mundialmente, que influenciou estilos de vida, moda, atitudes e linguagem. Além disso, o rock and roll pode ter ajudado a causa do movimento dos direitos civis, porque tanto os jovens norte-americanos brancos como os negros adoravam o gênero, que ainda derivou muitos estilos musicais: progressivo, punk, heavy metal e alternativo são apenas alguns dos gêneros que surgiram na esteira diante do Rock and Roll.

Pandora

Março de 2010

*Imagem: Pandore, par Jules Joseph Lefebvre, 1882, collection privée.

Quis saber e me aprofundar um pouco mais sobre a mitologia de Pandora. Lembro-me de ter ouvido essa história há tempos atrás, provavelmente sentada numa mesa de bar, rodeada por amigos e amigas na Serra do Estado do Rio. Porém, não conhecia seus detalhes, suas minúcias e seus encantos. Me encantei!!! Mais uma bela história postada aqui para que eu me lembre sempre.

Na mitologia grega, Pandora (do grego: Πανδώρα, "a que tudo dá", "a que possui tudo") foi a primeira mulher, criada por Zeus como punição aos homens pela ousadia do titã Prometeu em roubar aos céus o segredo do fogo.

Origem
Foi a primeira mulher que existiu, criada por Hefesto e Atena, auxiliados por todos os deuses e sob as ordens de Zeus. Cada um lhe deu uma qualidade. Recebeu de um a graça, de outro a beleza, de outros a persuasão, a inteligência, a paciência, a meiguice, a habilidade na dança e nos trabalhos manuais. Hermes, porém pôs no seu coração a traição e a mentira. Feita à semelhança das deusas imortais, destinou-a Zeus à espécie humana, como punição por terem os homens recebido de Prometeu o fogo divino. Foi enviada a Epimeteu, a quem Prometeu recomendara que não recebesse nenhum presente dos deuses. Vendo-lhe a radiante beleza, Epimeteu esqueceu quanto lhe fora dito pelo irmão e a tomou como esposa. Ora, tinha Epimeteu em seu poder uma caixa que outrora lhe haviam dado os deuses, que continha todos os males. Avisou a mulher que não a abrisse. Pandora não resistiu à curiosidade. Abriu-a e os bens escaparam. Por mais depressa que providenciasse fechá-la, somente conservou um único bem, a esperança. E dali em diante, foram os homens afligidos por todos os males.

Interpretação Pode-se perguntar quanto ao sentido desta lenda: por que uma caixa, ou jarra, contendo todos os males da humanidade conteria também a Esperança? Na Ilíada, Homero conta que, na mansão de Zeus, haveria duas jarras, uma que guardaria os bens, outra os males. A Teogonia de Hesídio não as menciona, contentando-se em dizer que sem a mulher, a vida do homem não é viável, e com ela, mais segura. Hesíodo descreve Pandora como um "mal belo" (καλὸν κακὸν/kalòn kakòn).

O nome "Pandora" possui vários significados: panta dôra, a que possui todos os dons, ou pantôn dôra, a que é o dom de todos (dos deuses). A razão da presença da Esperança com os males deve ser procurada através de uma tradução mais acurada do texto grego. A palavra em grego é ἐλπίς/elpís, que é definida como a espera de alguma coisa; pode ser traduzida como esperança, mas essa tradução seguramente é arbitrária. Uma tradução melhor poderia ser "antecipação", ou até o temor irracional. Graças ao fechamento por Pandora da jarra no momento certo, os homens sofreriam somente dos males, mas não o conhecimento antecipado deles, o que provavelmente seria pior. Eles não viveriam o temor perpétuo dos males por vir, tornando suas vidas possíveis. Prometeu se felicita assim de ter livrado os homens da obsessão com a própria morte. Uma outra interpretação ainda sugere que este último mal é o de conhecer a hora de sua própria morte e a depressão que se seguiria por faltar a esperança.

Um outro símbolo está inserido neste mito. A jarra (pithos) nada mais é que uma simples ânfora: um vaso muito grande, que serve para guardar grãos. Este vaso só fica cheio através do esforço, do trabalho no campo, seu conteúdo então simboliza a condição humana. Por conseqüência, será a mulher que a abrirá e a servirá, para alimentar a família.

Uma aproximação deste mito pode ser feita com a Queda de Adão e Eva, relatada no livro do Gênesis. Em ambos os mitos é a mulher, previamente avisada (por Adão, na Bíblia, ou, aqui, por Prometeu e por Zeus), que comete um erro irremediável (comendo o fruto proibido, na Bíblia, ou, aqui, abrindo a caixa, ou jarra, de Pandora), condenando assim a humanidade a uma vida repleta de males e sofrimentos. Todavia, a versão bíblica pode ser interpretada como mais indulgente com a mulher, que é levada ao erro pela serpente, mas que divide a culpa com o homem.

A mentalidade politeísta vê Pandora como a que deu ao homem a possibilidade de se aperfeiçoar através das provas e da adversidade (o que os monoteístas chamam de males). Ela lhe dá assim a força de enfrentar estas provas com a Esperança. Na filosofia pagã, Pandora não é a fonte do mal; ela é a fonte da força, da dignidade e da beleza, portanto, sem adversidade o ser humano não poderia melhorar.

Caminhar sempre pra frente...

Março de 2010

Muitas vezes a gente se pega perguntando ou tentando se apoiar em algumas coisas para continuar andando para frente. Mas será que isso é realmente válido? Será que vale a pena se apegar a coisas que não valem a pena só para satisfazer o nosso ego (que por sinal é enorme)? Eu me antecipo e respondo: não, não vale.

Mas o que realmente vale? Ora, simples demais e ao mesmo tempo complexo ao extremo. Só para variar, mais uma das minhas utopias... Nos apegamos ao que nossos pais e parentes pensam sobre o que queremos da vida. Depois nos apegamos ao que o nosso superior no trabalho pensa ou quer da gente... e por aí vai. Mas e nós? O que pensamos ser certo ou que realmente acreditamos? Não vale de nada?

Se nós mesmos não acreditármos no queremos, a vida fica impossível. Se não acreditármos em nossos sonhos, é melhor repensar no que representamos nesse planeta. O que seria da humanidade se todos que um dia sonharam com algo, não seguissem em frente por causa dos seus familiares ou superiores? Com certeza ainda estaríamos nos tempos das cavernas.

Não é fácil acreditar em si, da mesma forma que não é fácil lutar para a realização de um sonho. Mas deixo registrado aqui: lutem sempre pelo sonho e pelo que anseia a sua alma. É por isso que a vida vale. É disso que nos lembraremos quando não tivermos mais forças para nada. E olharemos para trás e, com um enorme sorriso, falaremos conosco mesmo: VALEU A PENA.

A Roda da Fortuna - Tarô mitológico

Fevereiro de 2010

Hoje eu acordei pensando nessa carta do Tarot. Exatamente essa, que possou e jogo de tempos em tempos. Sabe aquela sensação que temos que a nossa vida sobe e desce? Pois é... É exatamente isso que essa carta significa. E a mitologia das moiras, sempre fiando o destino das pessoas e do mundo, é fascinante. Segua a baixo a explicação retirada do livro Tarot Mitológico.

Significado

A carta número XI do Tarot Mitológico trás as Moiras, as Três Senhoras do Destino. A imagem mostra três mulheres dentro de uma gruta sombria. A primeira à direita, é jovem e bonita e tece o fio em uma roca dourada. A segunda, sentada à esquerda, é mais madura e sua função parece ser a de medir o fio que a primeira fiou. A terceira, bem mais velha, tem nas mãos uma tesoura grande. No centro da carta, entre as três figuras, uma roda dourada, na qual vêem-se quatro figuras humanas em diferentes posições. Pela abertura da gruta vê-se também uma linda pradaria verdejante.

Na mitologia grega, as Moiras tinham como função acompanhar a construção das vidas humanas e seu fim. A primeira, Clotó, a fiadeira, tecia a história de cada vida, como um fio. A segunda mulher, Láquesis, a medidora, media o fio, para averiguar se era chegada a hora de Átropos, a cortadora, usar a tesoura que carrega para determinar o término da existência de cada ser. Eram elas que determinavam o destino, sendo detentoras do poder de vida e morte sobre cada um de nós.

Na figura do tarot, a gruta sugere o útero que gera a vida assim como a tumba ao fim do caminho. As Três teciam o Fio da Vida dos homens na Escuridão de sua gruta e seu trabalho não poderia ser desfeito por nenhum outro Deus ou Deusa, nem por Zeus. A lei que rege a construção e destruição da vida é a mesma lei desconhecida e invisível que determina as súbitas mudanças e que, por sua vez, altera os padrões preestabelecidos.

As quatro figuras humanas agarradas à Roda representam os vários estágios do destino, mostrando que se em um momento estamos sobre a roda, em outro fatalmente estaremos em alguma das outras posições. É o ciclo interminável de mudanças. Nada dura para sempre, o mundo é um constante movimento e nós, seres viventes, temos que nos adaptar a cada estágio que se apresenta, aprendendo e crescendo espiritualmente.

A Roda da Fortuna possui um centro imutável, significando que, apesar do movimento, existe um ponto de apoio para todos nós, que pode significar a família, os amigos, os valores, o próprio eu pessoal bem construído, que vai nos ajudar a nos adaptarmos às diversas fases pelas quais fatalmente passaremos. A carta da Roda da Fortuna não significa simplesmente as mudanças bruscas da vida, seja por acaso, sorte ou acidente. Por trás da Roda sempre estão as Moiras, que planejam ordenadamente todas as mudanças da vida, ainda que atribuamos tudo ao acaso. A virada da Roda sempre traz o crescimento e inaugura uma nova fase da vida. Não podemos saber o que nos espera, ou melhor, o que encontraremos. Entretanto, por trás das mudanças estão as Moiras, a imagem do centro interno.

Quando a carta da Roda da Fortuna surge, é o momento de se deparar com o nosso próprio destino, aquilo que não depende de nós. Esse arcano tem uma influência exterior. Em uma interpretação, quando ele aparece em uma tiragem significa que a pessoa não tem mais controle sobre a situação e deve aprender a daptar-se a ela e crescer. O objetivo final de todo processo é o aprendizado. Essa mudança, portanto pode ser boa ou ruim, de qualquer forma é sempre uma virada, que nos traz crescimento e dá início a uma nova fase de vida.

Se o Universo traz algo à sua vida é por merecimento. Se algo é tirado de você, é para que você aprenda com isso. Mas não devemos encarar nenhum evento como positivo ou negativo. Para tudo existe uma razão e um propósito. Por vezes, eventos que consideramos negativos se revelam catalizadores de felicidade e sucesso pouco depois. É o plano maior que não conseguimos, muitas vezes, perceber. Tudo tem que se renovar. A vida é feita de renovações.

A Roda da Fortuna gira tanto pra cima, como para baixo. Isso nos mostra que nenhuma situação permanece intacta, por mais densa e obscura que ela possa aparecer. Em algum momento, a roda vai girar, desencadeando processos no universo e as coisas vão acontecer.

Marius de Romanus

Fevereiro de 2010

Marius, o ser enigmático e encantador, que percorreu o mundo por mais de 1000 anos e presenciou momentos históricos, sempre em busca do amor e de um companheiro. "Ó Mestre..."

Resumo

Marius nasceu em aproximadamente 30 a. C., em Roma, época em que o Império Romano era grande e poderoso, filho ilegítimo de um patrício romano com uma escrava celta. Durante sua vida mortal, viajou pelo Império e grande parte do mundo conhecido então, compilando a história da civilização.
Com aproximadamente 40 anos, foi raptado por druidas que pretendiam torná-lo seu novo Deus do Bosque. Lá, um Deus do Bosque gravemente ferido o transformou em um bebedor de sangue a fim de que descobrisse a razão pela qual ele mesmo e outros bebedores de sangue estavam sendo queimados e destruídos, embora não tivessem se exposto ao sol ou ao fogo. Marius, então, viajou até o Egito e se tornou o guardião d'Aqueles Que Devem Ser Preservados, os mais antigos dos bebedores de sangue, possuidores do Cerne Sagrado, cuja destruição acarretaria a destruição de todos os demais vampiros.
Marius morou em muitos lugares diferentes em seus dois mil anos de existência. Morou em Antioquia por dois séculos com Pandora, antiga paixão de sua vida mortal e sua primeira cria. Durante esse tempo, os dois viveram em meio a discussões e brigas, que culminaram em uma separação. Foi quando Marius se mudou para Roma, onde permaneceu por um tempo em companhia de Avicus e Mael, sendo este o druida que o raptara, agora também um bebedor de sangue criado por Avicus, ex-Deus do Bosque.
Quando Roma foi invadida pelos bárbaros, a casa onde Marius morava foi completamente devastada. Ele ficou muito abalado e entristecido com a destruição que tomou conta de sua venerada cidade, o que fez com que sucumbisse ao seu primeiro longo sono (isto é, ele parou de beber sangue e apenas se manteve em um estado de dormência), que duraria meio século. Após esse tempo, seus companheiros o acordaram e os três seguiram caminho até Constantinopla, onde Marius conheceu Eudoxia, antiga vampira que não permitia qualquer intruso em seu território. Ela travou uma pequena guerra contra Marius que, alvo de suas imprecações e temendo pela segurança dos Pais Divinos, acabou entregando-a à destruição pelas mãos de Akasha, a Mãe de todos os vampiros. Em seguida, ele conheceu Zenobia que, mesmo tendo despertado nele um grande carinho, teve de ser deixada com Avicus e Mael, enquanto ele seguia sozinho mundo afora, cumprindo com sua missão de guardar os Pais Divinos.
Marius visitou muitos lugares e adquiriu novos poderes (o que é natural nos vampiros, que ficam mais fortes com o passar do tempo), e por volta do ano 1200, após a sucumbência final do Império Romano, deitou-se em sua cripta para mais um longo sono, vindo a acordar novamente apenas em 1482. Tendo isso acontecido, visitou rapidamente Roma e Florença antes que se instalasse em Veneza, como um pintor excêntrico que só pintava para si próprio. No palazzo em que morava, passou a adquirir aprendizes aos quais proporcionava o mais alto nível de instrução e que o ajudavam na pintura. Nesse período, conheceu Bianca Solderini, bem como resgatou um garoto que havia sido vendido como escravo e se encontrava trancafiado em um bordel, recusando-se a cooperar com os que o mantinham preso. A esse garoto, ele deu o nome de Amadeo (cujo nome verdadeiro, Andrei, mais tarde viria a ser conhecido), pois ele não se lembrava de nada devido ao sofrimento que lhe havia sido infligido. Marius passou a amá-lo e proporcionou-lhe a melhor educação, enquanto se via atormentado pelo desejo de torná-lo um imortal bebedor de sangue como ele, mas sentindo-se extremamente culpado por isso, pois significaria tirar dele a vida que, afinal, ele mesmo salvara. No entanto, Amadeo se vê à beira da morte devido a uma luta com um lorde inglês, o que forçou Marius, impossibilitado de vê-lo morrer, a realizar a transformação que o tornaria imortal.
Em uma determinada noite, um bando de vampiros que se denominavam Filhos das Trevas, sob a liderança de Santino, atacou o palazzo de Marius e o deixou gravemente ferido, levando consigo Amadeo e os aprendizes como prisioneiros. Debilitado, Marius transforma Bianca em vampira, para que assim pudesse ajudá-lo a se recuperar. Moraram juntos por um período de tempo no norte da Europa, quando Marius descobriu que Amadeo, tendo mudado seu nome para Armand, filiara-se ao bando de Santino e tornara-se um grande líder dos Filhos das Trevas em Paris, o que o deixou muito decepcionado. Finalmente, ele e Bianca se mudaram para Dresden, onde Marius reencontrou Pandora, implorando em vão que ficasse com ele e abandonasse seu então companheiro, Arjun.
A essa altura, Bianca, sentindo-se traída por Marius por causa de seu amor por Pandora, abandona-o. Logo após, Marius se encontra com Lestat, que recorre a ele em busca de respostas para os mistérios que envolvem a existência dos vampiros. Marius abre as portas do santuário d'Aqueles Que Devem Ser Preservados a Lestat, que consegue extrair da rainha Akasha uma comunicação que Marius, por milênios, não obtera. Enciumado e preocupado com a violência do rei Enkil, bem como com a instabilidade que reinava nos Pais Divinos com a presença de Lestat, Marius é obrigado a mandá-lo embora, mantendo dele uma distância segura.
Mais tarde, Lestat, agora um astro do rock, desperta Akasha e seu desejo de dominar o mundo. Marius se sentiu extremamente humilhado quando Akasha, tendo voltado à vida, deixa-o soterrado sob as ruínas gélidas do santuário, completamente indefeso. Após ser socorrido por Pandora e Santino, ele se junta aos outros vampiros, dentre os quais estava Armand, com o qual teve um emotivo reencontro, para discutir o que fazer em relação a Akasha e seus planos macabros, argumentando com ela quando, finalmente, decidiu ouvir o pequeno Conselho acompanhada de Lestat.
Por fim, Marius transfoma em vampiros dois protegidos de Armand, Benjamin e Sybelle, a fim de que fossem seus companheiros na imortalidade, em uma tentativa de compensar todo o sofrimento que lhe fora causado com a brusca separação dos dois. Pandora e Armand se juntam por um breve período de tempo a Marius, que então se afasta para uma residência no norte.

Fonte: wikepédia

Minha opnião

Ó mestre! Já dizia Armand, ou Amadeo. Um Deus descido do céu. Um homem incapaz de um ato impensado. Porém, ao se apaixonar, se perde. Mas quem não se perde quando está amando? Um personagem criado para ser, como é, imortalizado nas lembranças de quem lê. Um homem como não se costuma ver por aí: ético perante os seus princípios. Leia com atenção o que escrevi. Um vampiro forte e ao mesmo tempo amável, que luta contra a sua solidão. Um personagem encantador e inesquecível.

O vampiro Armand

Fevereiro de 2010

O vampiro Armand. Ah Armand, Amadeo, Andrei... Como não se encantar por você?

Jovem de estrema beleza eternizado na aparecia de um anjo de Botticelli, Sua historia se inicia em Kiev Rus, no auge de sua infância. Demonstrando ser dotado de fantástico talento para as artes Andrei, é capturado como escravo e vendido para vários senhores até que chega as mão do misterioso Marius, senhor de um Pallazo em Veneza. Ele é um vampiro milenar que guarda vários segredos e vive entre os mortais como um misterioso pintor.
Marius o adota como mais um de seus filhos e lhe ensina as artes da leitura, da dança e a arte de pintar. Assim, Armand (que na época se chama Amadeo, nome dado por seu mestre e que significa "amado por Deus") se vê em um novo mundo de luxo, riqueza, sensualidade e sangue. Vários mistérios cercam seu senhor e esses mistérios o atraem mais, confundindo sua cabeça, muitas vezes demonstrando forte personalidade só para chamar atenção de seu mestre Marius, com quem mantêm uma relação homossexual. Aliás, esse tema é muito bem trabalhado no livro pela Anne Rice.
A história muda de rumo quando, num certo momento, Armand está prestes a morrer (através de um envenamento, quando estava lutando com espada com um de seus inúmeros apaixonados). Ele é salvo por Marius através do sangue mágico, o transformando em vampiro e o renascendo para a noite. Ao longo do livro, muitos outros personagens entram em sua vida, até que a separação entre o Armand e seu mestre é tragicamente ocorrida devido ao fogo. Acreditando que Marius esta morto, é obrigado a se envolver e liderar um grupo de vampiros fanáticos da Seita de Satã, mesmo não acreditando em nada daquilo. Após séculos, tornar-se o líder do teatro dos vampiros Armand, que lhe é dado pelo misteriosos e jovem vampiro Lestat. Depois de muitos anos e séculos de solidão e decepção, depara-se com dois mortais pelos quais se apaixona perdidamente: Sybelli e Benji.
Pode se dizer que este livro foi um dos mais sensuais escristos por Anne Rice. Muitos de seus leitores torcem para que as aventuras da vida de Armand não parem por ai, pois este depois de Lestat é um dos mais queridos e sensuais personagens e vale lembrar que Armand tem a aparência de um jovem de 17 anos.

Na minha visão, Armand é um dos melhores livros que ela escreveu. A história é fascinante. E confesso que me choquei, não tem como não se chocar com a homossexualidade explícita do livro. Porém, depois que se deixa levar por ela, se apaixona pela longa, comovente e sofredora história de Amadeu (eu prefiro-o assim, uma vez que com esse nome ele foi feliz). O seu amor por Marius e o amor de Marius por ele é algo singelo e puro, o que me chamou a atenção. Ele é forte, mas não perde a pureza do menino que foi sequestrado. Um livro que se leva na memória.

Nosferatu, Eine Synphonie des Grauens - 1922

Fevereiro de 2010

Nosferatu, Eine Symphonie des Grauens (Nosferatu ou Nosferatu, uma sinfonia de horrores) é um clássico do cinema mudo de F. W. Marnau (1922), baseado no célebre romance Drácula de Bram Stoker, embora com nomes de personagens e lugares alterados, pois os herdeiros do escritor não concederam a Murnau autorização para realizar este filme.
Processado por violação de direitos autorai, a justiça ordenou que se destruíssem as cópias do filme Nosferatu, mas algumas delas, entre as muitas que já haviam sido distribuídas um pouco por toda a parte, permaneceram guardadas até a morte da viúva de Bram Stoker. Hoje o filme pertence ao domínio público, tendo tido uma versão atualizada de Werner Herzog chamada Nosferatu: Phantom der Nacht e, como alter-ego bem português da equelética personagem, tendo sido interpretado por Klaus Kinski.
Sinopse Em 1838, Hutter, agente imobiliário que mora em Wisborg (referência a cidade atual de Wismar), atravessa os Montes Cárpatos para vender uma casa em sua vizinhança ao proprietário de um castelo no Mar Báltico, o excêntrico conde Graf Orlock. Orlock é na verdade um milenar vampiro que, buscando por mais sangue, quer se mudar para a Alemanha. Ao chegar na propriedade que comprou, ele traz consigo grande terror e os habitantes acham que estão sendo vítimas da peste. A única que pode salvar as pessoas dos ataques do vampiro é Ellen, a esposa de Hutter, visto Orlock se sentir atraído por ela.

Mas por que esse filme se difere e se destaca dos demais até hoje?

O diretor, F. W. Marnau já havia se estabelecido como um astro do movimento expressionistaalemão quando decidiu adaptar esse romance. Umas das outras caraterísticas marcantes do filme, além do excelênte diretor, á a atuação de Max Scheck, cujo o sobrenome significa "medo". Ele interpreta o vampiro título do filme com uma simplicidade quase selvagem. Sua criatura da noite pouco se difere dos ratos sob o seu comando, arrastando-se instintivamente em direção a qualquer traço de sangue com sua ânsia quase incontida.
Com esse filme, Murnaucriou algumas das mais duradouras e apavorantes cenas do cinema: a do conde Orlok a rastejar por seu castelo, projetando sombras assustadoras enquanto persegue Hutter; o conde erguendo-se de seu caixão... e por aí vai.

Elenco
Max Schreck - Conde Orlok / Nosferatu
Greta Schröder - Ellen
Hutter Karl Etlinger - Matrose
John Gottowt - Professor Bulwer
Ruth Landshoff - Lucy Westrenka
Georg H. Schnell - Westrenka
Gustav von Wangenheim - Thomas Hutter
Gustav Botz - Dr. Sievers

Fontes: Wikipédia e o livro 1001 Filmes Para Ver Antes de Morrer

Minha opnião
Quando assiti a esse filme, estava em casa com meu filho. Era de tarde e pensei que fosse outro que já haia visto há algum tempo atrás, outro com o mesmo nome só que de 1978. Me enganei redondamente. Ao iniciar, me assutei: cinema mudo. Meu primeiro susto. Sorte que meu pequeno estava no quarto. rsrsrs E, ao longo dele, me encantei. Lembrei-me instantâneamnete do meu tempo de estudante de arquitetura com os cenários expressionistas. E me apavorei com a música fúnebre que toca durante todo ele. Eu, que não costumo me inpressionar com qualquer coisa, me impressionei com esse filme. Vale muito a pena ser visto.