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terça-feira, 26 de outubro de 2010

A Anatomia do Rock (Jim Morrison)

Mais uma dele. Mais uma vez, peguei o livro pra folhear e abri nesse poema. Gostei e vou postar. Como sempre, sua marca registrada: acidez, fúria e poesia.

A Anatonia do Rock

O 1º delírio elétrico chegou
ás pessoas
em uma amena sexta-feira.
O suor pairava no ar.
O canal irradiava,
símbolo de poder.
O incenso espalhava-se sombriamente.
Quem podiaentão dizer que iria
acabar aqui?

Um autocarro escolar chorou c/ um comboio.
Foi no Cruzamento.
O Mercury torceu.
Não consegui levantar-me do meu lugar.
pela estrada espalhavam-se
corpos c/ espasmos.
Ajudem-nos,
Vamos chegar tarde as aulas.

.....

Esvoaçavam cordas.
Persistiam
sorrisos lisonjeiros.

Os cacifros foram forçados
& os segredos descobertos.

....

Adoração c/ palavras, c/
sons, mãos, tudo
alegre divertido & obceno
- na criança
louca
_________

Os velhos adoram c/ longos
narizes, velhos olhos sentimentais.
As raparigas adoram,
exóticas, índias, c/ vestes
e fazem-nos sentir tolos
por representarmos com os nossos olhos.
Perdidos na vaidade dos sentidos
que nos levou aonde estamos.

.....

"Alguma vez viste Deus?"
- uma mandala. Um anjo simétrico.

Sentiste? sim. Fodendo. O sol.
Ouviste? Musica. Vozes.
Tocaste? um animal. a tua mão.
Saboreaste? Carne rara, cereais, água
& vinho.

 Um anjo corre
Através da súbita luz
Pelo quarto
Um fantasma precede-nos
Uma sombra segue-nos
E sempre que paramos
caímos

Ninguém concebeu a existência;
aquele que pensa que o fez
Que avance

Esse texto foi retirado do livro Abismos (escritos inéditos), publicado pela editora Assírio e Alvim (Portugal) Ele foi copiado exatamente igual ao escrito. Somente retirei algumas partes, colocando (....) nas pertes cortadas. No mais, é exatamente igual, inclusive os itálicos e os possíveis "erros". 

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

John Polidori


Eu estou lendo um livro que possui contos clássicos de vampiros ( Contos Clássicos de Vampiros). Lá, os autores fazem uma breve cronologia sobre o tema, explicando numa singela linha de tempo a evolução do tema. Dentre os autores citados, me chamarm a atenção Byron, Goethe, Stoker, Gautier, Polidori e outros. Muito, muito interessante saber como esses personagens fantásticos surgiram e evoluiram! E, para coroar isso tudo, surgiu a idéia desse post. 
* Nesse blog possui um conto na íntegra do autor Théophile Gautier , A Morte Amorosa. Se houver interesse, é só buscar nos arquivos. 


John William Polidori (Londres, 7 de setembro de 1795 - 24 de agosto de 1821), médico e escritor inglês de pai italiano nacionalizado inglês.

Polidori recebeu uma formação científica e humanística muito esmerada. Com 16 anos começou seus estudos de Medicina na Universidade de Edimburgo e aos 19 leu sua tese de licenciatura, o que dá ideia de como era  aplicado que era como aluno. No entanto, seu verdadeiro talento foi destacado no campo das letras e teve uma carreira literária como um dos autores mais admirados.

A oportunidade chegou quando travou contacto com o já famoso e escandaloso Lord Byron. Este precisava um médico pessoal para sua próxima viagem por Europa e um doutor amigo lhe recomendou a Polidori. Lord Byron admirou imediatamente o jovem médico e contratou-o. Assim se iniciou o período mais intenso, mas também mais desgraçado, da curta biografia de John Polidori.

Este levou durante o trajeto pela Europa, um diário onde ia recolhendo todas as incidencias da viagem. Algumas entradas do diário refletem a vida bastante burguesa do casal de ingleses, ainda que não se vislumbra uma relação muito próxima, íntima, de verdadeiros amigos entre o poeta e o médico. De facto, outras testemunhas dão fé de que depois da aproximação inicial, Byron ironizava abertamente o seu jovem médico, duvidando da sua capacidade como profissional de medicina, mas sobretudo, de suas tentativas por emular o imiciante poeta,  criticando publicamente as peças de teatro que Polidori escreveu.

Instalados durante uma temporada em Suíça, foi em Genebra, o 17 de junho de 1816, onde teve lugar o famoso incidente que propiciou o nascimento de uma das novelas de terror mais aclamadas da literatura universal, Frankenstein, de Mary Shelley. No verão desse ano, Byron e Polidori recebiram assiduamente ao poeta Shelley e a sua futura esposa, Mary Wollstonecraft Godwin. Em uma dessas reuniões, depois da leitura de uma antología alemã de relatos de fantasmas (Phantasmagoriana), Byron propôs que a cada um deles escrevesse uma novela terrível.

Se Shelley, Byron e os demais fizeram-no não se sabe, talvez tenham feitos simples esboços de histórias, mas Mary Shelley e o “pobre Polidori” (como costumavam o chamar Byron e a mesma Mary), conseguiram finalizar seus respectivos projectos, iniciados nessa noite mágica ainda que publicados mais tarde.
A desgraça de John Polidori é que sua obra, Ernestus Berchtold ou o moderno Edipo, fica bastante ensombrecida pela magnífica novela de Mary Shelley, Frankenstein. A relação de Byron e Polidori deteriorou-se finalmente porque Polidori tentava subornar Byron com favores e este necessitava dos serviços do médico.

Pouco mais fica por contar da vida deste aspirante a escritor. Publicou alguns poemas que passaram sem  glória (como A queda dos anjos, poema ambicioso). Porém, só com seu relato O Vampiro, publicado em princípio anonimamente, conseguiu o aplauso do público, depois do verdadeiro escândalo originado pela  sua autoria (não se sabia quem havia escrito, inclusive o intitularam a Byron). Neste relato, a figura do vampiro recolhe alguns traços do poeta Byron, reconhecidos pelos leitores da época. Quiçá fosse uma pequena vingança pessoal do homem que sempre esteve à sombra do génio romântico.

Inclusive a morte de Polidori parece um remedo dessas mortes heróicas e sublimes de Byron e Shelley. Em 1821, farto de uma existência tão pouco ilustre, pôs fim a sua vida com um veneno poderoso. A família, para evitar o escândalo, apagou todas as provas do suicídio, jogando terra ao assunto e ao mesmo tempo, ao quiçá único gesto verdadeiramente singular de sua existência.

Fonte: Worldlingo.com




terça-feira, 28 de setembro de 2010

Pague para entrar, reze para sair


Alguém já ouviu falar desse filme? É da década de 80, mais precisamente, de 81 e pertence a uma leva muito boa de filmes hoje tidos como trash. Terror. Assisti a esse filme quando tinha 10 anos de idade por muita insistência minha (sempre gostei de terror). Queria ter assistido a noite, mas meu pais gravaram e eu assisti de manhã. Alguém lembra do vídeo cassete ou já virou coisa de museu? Procurei por anos esse filme, queria revê-lo, mas nunca o vi nem em locadoras alternativas com filmes antigos. Mas... achei na Loja Americana!!! E revivi tudo que senti há anos atrás. Não bem daquela forma, com toda aquela ingenuidade, mas o filme é bom pra quem gosta desse tema.

O filme conta a históriade dois casais de amigos que vão se divertir num parque de diversão. E é aí o legal do filme. Quem nunca foi num parque? Quem nunca foi no trem fantasma? Quem nunca quis ficar dentro do trem fantasma escondido? Mas os amigos assistem um assassinato e a coisa muda de rumo. Um trash com história: início, meio e fim. Sem apenas mortes e sangue espalhados sem pé nem cabeça.  

domingo, 5 de setembro de 2010

A hora do vampiro - Livro de Stephen King

Muitos haviam me indicado esse livro. Alguns em uma comunidade na internet falavam sobre esse livro. Alguns esses que ainda gostam do velho e bom vampiro, sem todas essas frescuras recentes, como brilhar ao sol, por exemplo. Achei-o por acaso pra vender numa livraria e não me fiz de rogada: comprei-o. Sei o quanto é difícil hoje em dia achar esses clássicos. 
Inicei e leitura e não entendi nada, mas continuei. E, pro meu espanto, não consegui parar de ler! Realmente, uma história envolvente, amedrontadora, com um suspense assustador. Exatamente como um bom livro de terror deve ser. 
Eu gosto muito dos vampiros trazidos para o mundo real, como o feito pela Anne Ricce, mas também adoro o clássico. Alhos, cruzes, água benta, estacas de madeira no coração... todo aparato clássico com relação aos vampiros.  Fiz uma busca na internet sobre o livro e descobri que há um filme inspirado nesse livro. Vale a pena ler. Quanto ao filme... não posso falar muito porque não assisti. Segue a baixo o treiler, porém sem legendas.

A Hora do Vampiro foi o segundo romance lançado pelo escritor norte-americano Stephen King. Originalmente publicado em 1975, foi inspirado em Drácula de Bram Stoker. Em 1979, pelas mãos de Tobe Hooper tornou-se filme: "Os Vampiros de Salem" (Salem's Lot).

O enredo se passa na cidade de Jerusalém's Lot, na Nova Inglaterra. Após a chegada de dois forasteiros - o escritor Ben Mears e o senhor Barlow - fatos inexplicáveis passam a perturbar a rotina da cidade. Ben, e seus novos partidários, entre eles o garoto Mark Petrie e o Padre Callahan devem então agir para salvar a cidade de garras vampirescas.

sábado, 4 de setembro de 2010

Cansada,estafada...


                            


O título dessa postagem já diz tudo. Estou estafada! E tudo isso está me afetando de forma louca. Já ouviram falar sobre psicossomatização? É, mais uma vez. Sinto como se o mundo estivesse nas minhas costas. E o pior é que nem está. Não deveria me sentir assim. E além: isso tudo está me deixando fraca... Gripada pela segunda vez em menos de dois meses. Isso é psicossomatização.
Trabalhei duro num livro durante todo o anos de 2009. Ganhei muita coisa boa cm ele já. Não com relação a dinheiro, pelo menos ainda não. Fiz amigos por causa dele. Amigos que eu levarei pra sempre comigo, sei disso. E consegui me mostrar de forma ímpar pra pessoas que me conhecem há décadas. Já é um bom começo né? Mas agora falta o que, pra muitos, é o principal: ganhar dinheiro com o meu trabalho... E isso pra mim está sendo complicado.
Mas por que é complicado? Nada mais justo que se obter uma resposta financeira depois de um trabalho árduo não é? E também não é "feio" se querer ganhar dinheiro. Não sei por que algumas pessoas insistem nisso... 
Mas o meu maior problema está numa palavrinha de "merda": medo! Estava falando com uma amiga sobre isso e ela me deu uma resposta bem legal. Disse que o medo é infundado, uma vez que ele surge frente ao desconhecido, seja ele bom ou ruim, afinal, é desconhecido. Não sabemos o que nos espera quando andamos por um caminho pelo qual nunca andamos. Foi uma resposta que fez parar pra pensar, e muito. Essa minha amiga é o máximo! Consegue sempre falar coisas que me faz parar e repensar...
E no final de tudo, sempre digo: que se dane! Jogo o medo no lixo e sigo em frente. E dá-lhe utopia... Essa sou eu.

 

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Poema Do Jim Morrison

Essa semana eu fiz uma arrumação nos meus livros e me deparei com dois livros raros que consegui comprar há alguns poucos anos atrás. Na época, eu estava aficionada por textos do Jim Morrison. Procurava em todos os lugares, até que encontrei dois livros publicados em Portugal. Isso mesmo, editora portuguesa. Aqui do Brasil, eu não achei nada. Folheando e relendo algumas coisas, me lembrei... E assim, vou publicar aqui pra poder compartilhar um pouco desse material que possuo.



O texto a seguir foi retirado do livro "Abismos", escrito pelo Jim. A editora é Assírio & Alvim. O que eu possuo é a 3ª edição, datada de 1997.

PODER

Posso fazer a terra parar nos
trilhos. Fiz os
carros azuis irem embora.

Posso tornar-me invisível ou muito pequeno.
Posso tornar-me gigantesco & alcançar as
coisas mais longínquas. Posso mudar
o curso da natureza.
Posso colocar-me em qualquer lugar no
espaço ou no tempo.
Posso convocar os mortos.
Posso percepcionar o que aconteceu noutros mundos,
no mais fundo da minha mente,
& na mente dos outros.

Eu posso

Eu sou
...

*não postei todo o texto, mas se alguém se interessar e me pedir, eu completo.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Dia Internacional do Amigo




O Dia Internacional do Amigo, celebrado a 20 de julho, foi primeiramente adotado em Buenos Aires, na Argentina, com o Decreto nº 235/79, sendo que foi gradualmente adotado em outras partes do mundo.

A data foi criada pelo argentino Enrique Ernesto Febbraro. Ele se inspirou na chegada do homem à lua, em 20 de julho de 1969, considerando a conquista não somente uma vitória científica, como também uma oportunidade de se fazer amigos em outras partes do universo. Assim, durante um ano, o argentino divulgou o lema "Meu amigo é meu mestre, meu discípulo é meu companheiro".

Aos poucos a data foi sendo adotada em outros países e hoje, em quase todo o mundo, o dia 20 de julho é o Dia do Amigo, é quando as pessoas trocam presentes, se abraçam e declaram sua amizade umas as outras, na teoria.

No Brasil, o dia do amigo é comemorado oficialmente em 18 de abril. Em 20 de julho é comemorado o dia da amizade, mas atualmente o país também vem adotando a data internacional.

FELIZ DIA DO AMIGO A TODOS AOS QUAIS EU NÃO SEI VIVER SEM.